Vamos conversar? Estupro, Machismo e Feminismo

Hoje é dia da coluna Vamos Conversar?, onde faço vídeos abordando um determinado assunto. Infelizmente estou com problemas na câmera, o que me impossibilita gravar nesse momento, mas não poderia deixar de falar sobre o que aconteceu aqui no Rio de Janeiro e o que acontece diariamente em todo o país.

Uma menina de 16 anos foi vítima de um estupro coletivo, onde foi drogada, levada a um local para que 33 homens a estuprassem e divulgassem o ato na internet.

Fiquei bastante pensativa se deveria abordar o assunto ou não, pois não me sinto preparada para falar e/ou escrever sobre, mas depois de ver a reação das pessoas ao meu redor, me vi na obrigação de expressar minha indignação. Sim, indignação.

“Ah, mas ela era mulher de vagabundo”, “ah, mas ela só usava roupa de puta“, “ah, mas ela praticamente pediu para isso acontecer”, “ah, mas ela andava armada”, “ah, ela bem que mereceu”,”ah bem feito, fizeram pouco”, entre outros absurdos… Se fosse assim, toda prostituta e todo garoto de programa deveriam ser estuprados, não é mesmo?

A sociedade está muito mal acostumada a pensar que a mulher tem que se submeter aos desejos e caprichos dos homens e que, se ela “sai da linha” de comportamento considerada “aceitável”, ela merece ser punida. Fora o fato de que os homens, por se definirem como seres superiores à nós mulheres, têm o direito de fazer o que bem entenderem. Machismo nosso de cada dia, certo?

Aí você fala: “mas esse povo vê machismo em tudo”, “o mundo está cada vez mais chato, reclamam de tudo”, “agora é que as feministas vão encher o saco”, e blá blá blá…

Se você acha que é normal acontecer esse tipo de agressão, então meu caro amigo, o problema é com você. Se você acha que as feministas são chatas, então você é filho de chocadeira, já que não tem respeito pelas mulheres. Aliás, você sabe o que é feminismo? Não, não é um monte de gente chata que se uniu para fazer do mundo um lugar insuportável. Tenta de novo , eu espero… E aí, pensou? Nada? Então vou te dizer o que todo esse movimento significa:

Significa a luta pelo reconhecimento do nosso trabalho, significa que lutamos pela igualdade dos sexos, significa ter voz ativa, significa que queremos o direito de receber o mesmo salário que os homens que desempenham as mesmas funções que nós mulheres, significa que queremos ter a liberdade de ir e vir sem ter medo de ser atacada na rua (como aconteceu com a menina que motivou esse post), dentre outras coisas.

Está mais do que na hora de repensarmos nossos valores e termos a consciência de que esse tipo de comportamento não é normal, que não temos que aceitar a imposição de ninguém, que somos livres para sermos e fazermos o que quisermos.

Vou encerrar esse post por aqui, pois esses são assuntos que mexem muito comigo e que, nesse  momento, não me sinto capaz de dar continuidade ao texto e demostrar toda a minha indignação sem perder a calma (nesse momento minha cabeça começou a latejar e me tirou todo o rumo da prosa). Mas prometo retomar os assuntos em separado e abordá-los com mais calma – pelo menos prometo tentar.

❤️  Beijos da Preta

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